Há muito que me apaixonei pelo fenómeno colaborativo em contextos on-line dentro e fora do contexto de aprendizagem. Mas foi a partir da leitura de 3 grandes autores, que tomei consciência de que o fenómeno tribal que conhecemos desde o Neolítico ainda é um prodígio humano enfatizado pela Era Digital.
E perguntam vocês: “mas de que autores fala ele?”
Pois aqui os têm:
E perguntam vocês: “mas de que autores fala ele?”
Pois aqui os têm:
E voltam vocês a perguntar (principalmente os conhecedores do fenómeno tribal):“Mas o que têm afinal estes autores a ver com tribos?”
“Tendo profissões tão distintas, o que têm eles em comum, que seja tão importante à temática das Tribos?”
Ummmm!? Que tal dar uma vista de olhos às suas publicações mais relevantes neste contexto?
Para estes autores um pequeno grupo de pessoas pensante pode actuar com um poderoso filtro de conhecimentos, expectativas e tendências.
Para Seth Godin os círculos de interesse formados no Twitter, o network que resulta das extensas comunidades do FaceBook, o fanatismo estético dos seguidores da Apple, ou ainda os apoiantes mais fervosos de Obama Barak diferem pouco das Tribos do Neolítico. Para que um grupo de pessoas, ligadas entre si por um líder ou um ideia, se tornem numa Tribo, é preciso duas coisas: "um interesse comum e uma forma de comunicar". E é assim que explica as vantagens da Web na proliferação dos contextos tribais da Blogosfera.
Já Mark J. Penn identifica uma crescente fragmentação dos interesses das sociedades em microtendências muito próximas da cultura tribal, onde a partilha de interesses, a formação de uma identidade comum e o espírito de solidariedade cristalizam as temáticas que fundamentam as causas de cada tribo. Mark enfatiza que o mundo está a tornar-se “mais complexo e diferenciado nas formas como as pessoas aplicam os seus recursos – como o dinheiro, o tempo, a energia, os votos e o amor”.
Para que compreendam a importância deste livro muito actual, com textos que desvendam os segredos da reeleição Bill Clinton, através do mesmo princípio – Micro tendências, deixo-vos um excerto do livro:
Para Seth Godin os círculos de interesse formados no Twitter, o network que resulta das extensas comunidades do FaceBook, o fanatismo estético dos seguidores da Apple, ou ainda os apoiantes mais fervosos de Obama Barak diferem pouco das Tribos do Neolítico. Para que um grupo de pessoas, ligadas entre si por um líder ou um ideia, se tornem numa Tribo, é preciso duas coisas: "um interesse comum e uma forma de comunicar". E é assim que explica as vantagens da Web na proliferação dos contextos tribais da Blogosfera.
Já Mark J. Penn identifica uma crescente fragmentação dos interesses das sociedades em microtendências muito próximas da cultura tribal, onde a partilha de interesses, a formação de uma identidade comum e o espírito de solidariedade cristalizam as temáticas que fundamentam as causas de cada tribo. Mark enfatiza que o mundo está a tornar-se “mais complexo e diferenciado nas formas como as pessoas aplicam os seus recursos – como o dinheiro, o tempo, a energia, os votos e o amor”.
Para que compreendam a importância deste livro muito actual, com textos que desvendam os segredos da reeleição Bill Clinton, através do mesmo princípio – Micro tendências, deixo-vos um excerto do livro:
« Atingir micro-alvos tornar-se-á a forma dominante de publicitar e de comunicar, e em termos de marketing, substituindo a velha forma de comunicação unívoca na televisão e na rádio.Os “átomos sociais” que Mark apelida de microtendências, são a meu ver o ressuscitar das tribos nos tempos modernos, que trará novas implicações para a educação, para o design, para a economia, e para todas as outras actividades humanas que estão a esculpir a Era em que vivemos.
Esta é a razão pela qual as empresas que anunciam através da Internet estão agora a vender tão bem – a publicidade e o marketing serão feitos, cada vez mais de numa base personalizada. Toda a comunicação que possa ser personalizada sê-lo-á e isto conduzirá a uma imensa expansão da industria de comunicações pessoais, cujo papel será anunciar os produtos certos ao nicho de mercado certo (…) a escolha individual está também atingir o seu nível mais elevado na vida social (…) a próxima geração de trabalhadores será mais instruída e estará tecnologicamente mais confortável. No entanto, será mais difícil de contentar, a menos que se encontrem novas formas de satisfazer as suas expectativas e as suas escolhas ilimitadas. Os empregados terão de ser tratados desde o primeiro dia, como microalvos. E necessitam que lhes atribuídos mentores compatíveis, dirigidas mensagens motivadores e definidos programas de fidelização personalizados» (Penn, M. 2008)

Amigo, como sei que vais entender o que digo, considera-me na tua tribo no que toca à jogata FPS, café (ou chá) com "brainstorming" à mistura e gosto por cinema, entre tantas outras coisas.
ResponderEliminarUm abraço e excelente Blog.